O que são dividendos? Ivens responde…

Quando um investidor compra uma ação, ou seja, uma fração de uma empresa, o objetivo original é fazer parte dela por um bom tempo, participando de seu crescimento, mas sem estar diretamente envolvido nas decisões, nas preocupações com vendas, com RH, com TI, com contabilidade (a não ser que você queira)… Você dá seu dinheiro com a esperança de que aquela empresa irá ter um bom futuro e, juntos, poderão lucrar.

Empresas listadas na Bolsa são obrigadas por lei a dividir, no mínimo, 25% do lucro líquido obtido pela mesma em determinado período, podendo este percentual variar de acordo com o estatuto da sociedade, mas obedecendo ao legislador. O período pode ser mensal, trimestral, semestral, tanto faz! Mas são obrigados por lei para que a porcentagem do lucro líquido obtido nesse período seja dividido entre os acionistas, que acreditaram no potencial daquela empresa.

Dividendo é o motivo primário para se comprar uma ação de uma empresa.

A maioria das pessoas, no entanto, compram ações com objetivo de vendê-la mais tarde e mais caro, assim como algumas pessoas compram imóveis para vender mais caro mais tarde e lucrar com isso. Isso não é errado, não estou fazendo juízo de valores, no entanto nunca devemos nos esquecer que, antes de mais nada, você está comprando uma ação para participar de uma empresa, ser sócio dela e lucrar com isso! Se você compra uma ação com o propósito de vender logo para lucrar, você não está investindo, mas sim especulando, o que são coisas fundamentalmente diferentes.

Tudo bem. Decidi participar de uma empresa, ser sócio do armarinho da Tia Neide, que mora aqui do lado e abriu capital na Bolsa. Comprei as ações e espero. Sem ter me preparado antes, tardiamente surgem as dúvidas: quanto vou receber de dividendos, quando, como?

Quem tem direito a receber?
Quem estiver segurando o papel, portanto, for dono das ações da empresa no dia X. Este dia pode ser qualquer um, obedecendo a lei e ao estatuto da empresa, mas de qualquer forma a empresa é obrigada por lei a tornar público com antecedência esta informação). Dessa forma, o que importa não é quem ficou com o papel por mais tempo, mas sim quem estava com ele em mãos em um determinado dia.
Exemplo: comprei ações do armarinho da Tia Neide no dia 01/janeiro. Dias depois, o Conselho Deliberativo do Armarinho da Tia Neide delibera (tcharã) que a partir do dia 05/junho as ações serão negociadas ex-dividendos (ou ex-direitos, ambas terminologias bovespianas). Chegando no dia 03/junho me bate um vento lateral e com ele vem uma loucura e acabo vendendo as ações da Tia Neide. Teria eu direito aos dividendos? Não, pois eu não passei o dia 05/junho com as ações na minha carteira (neste caso, o dia X é 5/junho)! Pobre gafanhoto, logo eu que fiquei cuidando daqueles papeis por tanto tempo…

Quanto recebo?
Você não sabe quantos reais a empresa depositará na sua conta, pois não sabe quanto a empresa vai lucrar! Lembre-se, os dividendos são parte do lucro em um certo período dividido por todas as ações no mercado. Assim que o lucro líquido é tornado público, aí sim você saberá quanto irá receber, bastando ter conhecimento do Estatuto da Empresa, pois lá é informado qual percentual do lucro será destinado aos acionistas. Se não teve lucro, não tem dividendos. Ser sócio é isso, participar tanto sucesso quanto do fracasso (eu bem sei, né PeTrobras?).

Quando vou receber?
Depende. Cada empresa possui seu próprio estatuto, portanto define a sua data, mas normalmente (não é regra) tenho recebido 2 ou 3 meses após a publicação da autorização do Conselho para pagamento aos acionistas de seus merecidos dividendos.

Espero que tenha ajudado alguém…

PS: Fica uma dica para descobrir quando será pago dividendos de cada empresa: http://dividendobr.com/

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Bancos vão lucrar menos? E o momento atual da economia? O que faço?

Como estou sem tempo de postar, vou compartilhar este ótimo texto do Leitão. Abraços, Ivens!

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Recentemente o amigo leitor, Jefferson, levantou essa questão (Obrigado, Jefferson!):

“Olá Leitão e amigos,

Você acha que essa queda artificial dos spread bancários pode influenciar tanto nos lucros dos bancos? As ações do BB já caíram 30%, o que me pergunto é se essa redução do spread vai fazer com que o lucro caia 30% também. Apesar de que o lucro dos bancos já vinha caindo antes disso nos dois últimos trimestres. Não poderia haver pelo contrário uma melhora no desempenho do BB e CEF em relação aos outros bancos, pq muitas taxas reduzidas são para clientes que utilizarem outros produtos do banco deixando assim de pagar juros, mas pagando anuidades, taxas de administração, etc. ?

Abs, Jefferson”

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Oi Jefferson!

Hoje é o tema “juros dos bancos”. Ontem foi o tema “xxxxx”, amanhã será o tema “yyyyyy”.  Ao longo desses anos no mercado lembro-me dos mais diversos temas para se preocupar. Vou cita alguns mais recentes: “CPI da Petrobrás”, “Crise na Europa”, “Crise sub-prime”, “11/Setembro”, “Guerra do Iraque”, “Queda da Bastilha”.

E hoje, temos a “Crise da Grécia”, “CPI do Cachoeira”, “Queda no preço do Coco na Bahia”, etc.

Não nos cabe, no papel de Investidor, tentar entender a complexidade da formação de estrutura, operacionalidade e lucro de nossas empresas.

Se eu for ter que entender de petróleo, mineração, banco, motores, cerveja, cosméticos, eletricidade, carpetes, louças, caminhões, etc. Vou ficar maluco!

Os gerentes de nossas empresas já são muito bem pagos para preocuparem-se com essas questões para nós.

O problema dos juros pode prejudicar a rentabilidade do BB? Pode! Ele vai deixar de ser bom investimento? Acredito que não, lá tem uma turma de gerentes bem pagos para isso. Mas não fico torcendo!

Eu, no papel de Investidor, já faço meu dever de casa verificando a qualidade da empresa e minha estratégia. Se o BB falir não me preocupo! Minha estratégia já contempla isso. Procuro manter uma carteira diversificada, balanceada, com preços favoráveis, com aportes regulares, alocação de capital de forma inteligente, e por aí vai.

E essa postura diante da Bolsa vale para todo momento, seja para a bolsa em queda atual e suas preocupações, ou seja para mercado de alta futuro e suas euforias.

Assim podemos investir melhor, tranquilos, e deixar as dores de cabeça para os gestores.

A melhor forma de sair de um labirinto é olhando por cima dele.

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Fechamento do mês – Março de 2012

IBOV em tendência de baixa no curto prazo, mas mantem-se em alta no Longo Prazo.

 

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[De olho nela] Cemig (CMIG4), Itaúsa (ITSA4) e Weg (WEG3)

A CEMIG vem em uma impressionante e ASSUSTADORA alta. Sim, confesso que estou com medo dessa alta gigantesca da CMIG4. Sem titubear, só subindo igual um balão. Isso é normal? Não sei, mas pelo que enxerguei ali ela tende a ficar em congestão de preços por um período (ou seja, pausa na alta ou alta de leve) até alcançar a LTA, pois ela se afastou muuuito… Estou achando uma alta muito anormal. Alcançando a LTA e os 38,2% do fibonacci ela tenderá a continuar a subida repetácular. Vamos aguardar novos capítulos desta novela.

Itaúsa em tendência de alta no longo prazo e também no curto prazo, porém quase alcançando um topo de um fibonacci, além disso se afastando da LTA de curto prazo, tendendo dar um recuo antes de continuar subindo.

Weg rompeu um canal de baixa, mas os candles ainda indicam indecisão do mercado. Rompimento do fibonacci pode levar a uma alta constante no curto prazo. Continua em tendência de alta no longo prazo.

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[De olho nela] Petrobras (PETR4), Banco do Brasil (BBAS3) e Vale (VALE5)

Para compensar minha sumida irei postar minhas visões sobre todos os papeis que possuo.

Começando pela que arroz de festa, Petrobras!

O papel estava em um canal de baixa (as duas linhas vermelhas formam um canal), se encontrando logicamente em baixa tanto no curto quanto no longo prazo (apesar de no longo prazo ter uma leve angulação para alta, mas não considero pouca alta como alta relevante).

Tendência no curtíssimo prazo é de alta, rompendo um fibonacci e acompanhando a LTA mais atual (linha verde mais a direita). Espera-se alcançar o topo do fibonacci ou, em caso de queda, um fundo na seta preta inferior.

O papel do Banco do Brasil está em tendência de alta no longo prazo, apesar de uma queda (que gerou, na minha visão, um canal de baixa). Como rompeu a LTB e o meio do fibonacci, a tendência no curto prazo é de alta, assim como no longo prazo.

A querida Vale está em tendência de alta no longo prazo, mas assim como o BBAS3, vem de uma queda no curto prazo. Rompeu sua LTB e está em uma congestão de preços. Alcançou esta semana a LTA Primária e portanto vive um momento de decisão. Rompendo o Fibonacci a tendência é alegrias. Percebam que formou um triângulo (quando uma LTB se encontra com uma LTA) ali no meio que eu não havia enxergado (valeu Mestre Leitão), o que dá ainda mais força para o rompimento.

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